Alguém me explique, por favor, o que se está a passar!?...Fui à festa de Natal de uma afilhada de 6 anos e vi: cores, músicas de crianças, muitas estrelas amarelas em fundo azul, muitos gorros de Pai Natal e prendas. Vi as pessoas muito alegres e não consegui ficar alegre com elas. É certo que todos gostamos de ver os pequenotes a fazer coisas no palco e que ficamos enternecidos com as suas vozes e gestos. Mas... é impressão minha, ou faltava mesmo alguma coisa de ESSENCIAL naquela festa?... E na iluminação pseudo-natalícia de grande parte de Lisboa?... (Devo ser eu que tenho mau feitio... mas sempre pensei que tudo tivesse a ver com o Nascimento do Menino-Deus de que nos fala a Bíblia!...)

10 comentários:
Também sinto, com o passar dos anos, que o sentido de Natal que eu sempre tive anda perdido! Alguém o viu por aí?? Faz-me confusão sempre a preocupação com as prendas... e o resto?
Para mim nunca existiu pai natal, mas sempre ouvi falar do Menino Jesus! Tenho dúvidas que as crinaças de hoje saibam quem é esse "babe"...
completamente de acordo! mas... para deixar uma mensagem positiva... na minha casa ainda se fala do Menino Jesus... o Francisco brinca e "conversa" com um presépio que transporta numa caixinha... a Maria explica quando é que se deve colocar o "Menino" no presépio...
Vivemos numa sociedade em rápida secularização. Por isso também a progressiva substituição do Menino Jesus e do Presépio pelo pai natal consumista,dos símbolos catolicos tradicionais nas iluminações por outras simbologias mais laicas...
No dia em que passeei na Baixa com a minha esposa, fiquei agradado com a "invasão" de espanhóis que nos visitavam e enchiam as esplanadas no final da tarde...mas também me indignou aquela "limpeza" dos símbolos cristãos na iluminação das ruas e na àrvore na Praça do Comércio.
Mas, se os cristãos quiserem, e não se ficarem no "quentinho" da tolerância passiva, podem e devem comentar com amigos e conhecidos este laicismo encoberto.
E façam questão de fazer memória do verdadeiro evento tendo em casa e/ou no trabalho um presépio.
Em minha casa, como na casa dos meus pais, ainda se fala no Menino Jesus...e tudo farei para que assim aprendam os meus netos se Deus quiser.
Um Santo e Feliz Natal para todos os que me lerem!
Deve começar por nós a diferença! A explicação perante as crianças e alguns adultos... Algo que poderia ajudar muito, era as prendas serem abertas apenas no dia 6 como acontece em alguns países. Dia em que os Reis Magos as dão também a Jesus. Talvez o dia 25 passasse a ser mais sentido ou mesmo questionado. Mesmo assim acredito que o sentido d família está ainda presente. :)
Já não me lembro com que objectivo, mas na 1ª Segunda-feira de Dezembro, logo a seguir ao 1º Domingo do Advento, comecei uma aula perguntando aos alunos (de 11 anos) que dia tinha sido o anterior. Alguém responde: "dia do deficiente" (é coincidente!) Dei uma dica: " o que é que começou ontem?" Ainda tentaram uns palpites, mas nada. Falei de uma preparação para...e nada! Disse que em breve viria o Natal... alguém se lembrou de Quaresma... Enfim, depois de decifrado tão misterioso enigma, lembrei-lhes que há Natal porque JESUS NASCEU.
Penso agora que ficaram ainda 5 turmas por lembrar. Nos dias 3 e 4 de Janeiro irei então lembrar-lhes que no Domingo seguinte virão os Magos visitar o MENINO que trouxe o Natal.
MLucas
Julgo que é tudo uma questão de globalização e massificação. O Natal também significa prendas, prendas significam comércio, comércio significa dinheiro e o dinheiro poder e conforto (entre outras). Quem não gosta de receber uma prenda? Eu gosto. Se tirasse vantagem deste negócio qual poderia ser o meu caminho? Talvez agradar a Gregos e Troianos, alargando a rede aos não cristãos e dando uma conotação mais “politicamente” correcta. Que tal uma figura bonacheirona que tanto pode ser ligada a São Nicolau como a um refrigerante? Parecer-me-ia uma boa ideia para vender o meu produto. Afinal, não é a única figura à volta da qual circulam muitos milhões.
Para mim é evidente que o Natal existe para celebrar o infinito Amor de Deus por cada um de nós.Mas é curioso como esta percepção está cada vez mais esbatida...Ainda hoje falava no trabalho das iluminações de Natal e do facto de quase não haver referências a Jesus: disseram-me que era muito natural e justo, porque temos que ser tolerantes e não podemos ferir susceptibilidades!
É uma pena que se perca a noção de que só é Natal porque Jesus nasceu. Creio, por isso, que nos cabe a nós anunciar com alegria a razão desta festa! Feliz Natal a todos!
Não podemos apenas esperar que sejam as empresas, o estado ou os não-cristãos a transmitirem a verdadeira essência do Natal.
Temos que ser nós, cristãos, a fazê-lo, começando por nós mesmos e pelos que nos são próximos.
Sobre este tema sugiro também a leitura do texto “Certos intrusos ao espírito de Natal...cristão”, do A. Sílvio Couto, no site da Agência Ecclesia.
Já há, felizmente, muitos a questionar este estado de coisas.
Afinal de contas caberá também a cada um de nós relembrar aos que nos rodeiam – em casa, na escola, no trabalho, com os amigos...- o sentido e o significado desta festa do NATAL cristão.
Pois é. A esta sociedade consumista interessa muito mais o Pai Natal e as férias no Brasil e na Tailandia que o Presépio com a Sagrada Família. Esperem pela Páscoa e façam a analogia com a oitava do Natal. Durante a semana santa (férias novamente na Tailandia/Brasil etc) e depois o Domingo, é a festa do coelho (da Páscoa) e das amêndoas. Enfim, é o que temos...
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