quarta-feira, 20 de dezembro de 2006
Natal e Páscoa
Vi no canal 1 um filme sobre a vida de Jesus. Nesse filme apresentou-se a vida de Jesus, desde o nascimento à morte e ressurreição. Apesar de achar o filme de fraca qualidade fiquei a pensar... Qual a relação entre o Natal e a Páscoa? Apetece-me falar um pouco disto... mas antes queria mesmo ouvir-vos (ler-vos... lol)... Quem começa??
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5 comentários:
Concordo contigo. Fraca qualidade mas a mensagem era o essencial.
Inicialmente perguntei-me: mas estes filmes não deviam só passar na Páscoa? E porque não agora?
Respondo te com uma pergunta:O facto de festejarmos estes dois momentos por causa d'Ele não será razão suficiente?
Ninguém parece querer começar. Tudo bem, começo eu. Tudo gira à volta do Seu nascimento e de qual o mais importante. Na minha opinião o primeiro, uma vez que sem ele não estaríamos a falar do segundo. Por outro lado, sem o segundo provavelmente também não haveria post para comentar. O que é facto é que tal como com o Natal, também a Páscoa se parece querer afastar daquilo que efectivamente se celebra. Sinais destes tempos de Globalização. Bom Natal e nada de ganhar aversão ao Pai Natal. Afinal, desde que cada um ocupe o seu espaço, há lugar para todos.
Um filme é sempre uma leitura pessoal (do argumentista, do realizador...), que nos toca a cada um de nós de maneiras muito diversas (até opostas...). Eu quando vi o filme noutra ocasião, não gostei da versão escolhida para narrar a história biblica nem do perfil humano dalguns personagens. Aquela cena do sermão da montanha é digna dos "morangos com açucar"...
Quanto aos sinais dos tempos de globalização creio que nos merecem de facto alguma atenção. Não porque diabolize a globalização, mas porque me parece que o deserto de cultura religiosa que vivemos, se deve em boa medida aos crentes, aos católicos. São estes (cada um de nós) que precisam deixar a «sua fèzada», e passarem a ser proactivos.
È um facto que temos uma sociedade muito secularizada e laicista. Mas, o que fazemos nós para defender a nossa identidade e cultura religiosas?!
Quantos deixaram de fazer o seu presépio? Quantos evitam de todo o modo evidenciar a sua religião?! Quantos deixaram de falar com seus colegas de trabalho, amigos ou familiares de temas religiosos, sejam eles o Natal, a Páscoa ou a despenalização do aborto e eutanásia?!
Fico muitas vezes surpreendido por verificar que os que mais vacilam nas convicções, perante os desafios desta sociedade mediatizada, são os católicos.
Há pouco interesse sobre o que é essencial e edificante quer no passado quer nos dias de hoje. Em contrapartida persiste um complexo (de culpa?! De desculpa?!) com desvios históricos do passado como a Inquisição e as Cruzadas, com condutas condenáveis dalguns membros de ordens religiosas, com «a hierarquia eclesiàstica», com desvios ou excessos doutrinais, etc.,etc..
Ele até há quem tenha encontrado a verdade nunca revelada no Código do Sr Brown...
Uma catequese de infância mais substancial,
Uma vivência eclesial adulta mais a sério,
Uma cultura religiosa mais rica,
e, o indispensável caminho de aprendizagem e aperfeiçoamento de cada um de nós,
poderão talvez fazer com que se resolva ràpidamente esta confusão contemporânea (global?!) que distingue superficialmente o Natal e a Páscoa... de outros dias feriado/comemorativos do calendário civil.
Desculpem ter fugido ao tema.
José Luis
Apesar de não ter visto o filme, o tema apresentado é demasiado interessante para não exprimir algumas curtas palavras.
Qual a relação entre o Natal e a Páscoa? Ousarei dizer que ambas são intensas celebrações do infinito amor que Deus tem por cada um de nós!
Se já hoje celebramos um Natal orientado para a figura bonacheirona do Pai Natal que desce da chaminé a oferecer presentes esquecendo muitas vezes o menino que nasceu em Belém, sem o mistério da morte e ressurreição de Cristo, então o que seria o Natal? Possivelmente seria apenas a festa do solstício de Inverno celebrado apenas por alguns povos da terra.
No Natal, sob a celebração do nascimento de Jesus, festejamos a vinda de Deus que encarna junto de nós fazendo-se um de nós. E Deus connosco não vem só para apreciar a nossa companhia ou experimentar a vida da sua criação, vem para se entregar, para se oferecer, para ser imolado por nós e com o seu sacrifício conduzir-nos à felicidade infinita, propósito para o qual nos criou a cada um. Esse sacrifício, celebrado dominicalmente, é vivido intensamente por nós na Páscoa.
O Natal não existe sem a Páscoa, nem a Páscoa existe sem o Natal, sem a vinda do Senhor que se oferece a nós e por nós, pela sua criação.
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