quarta-feira, 29 de novembro de 2006

Irmãos de Jesus

Os evangelhos falam dos «irmãos de Jesus». Será que Maria teve mais filhos? A palavra grega usada nesses casos é «adelfós», que significa «irmão, homem crente, parente, próximo». Ou seja, quando se fala dos «irmãos de Jesus», pode-se estar a falar dos «primos de Jesus»... E esta, hein???

4 comentários:

Anónimo disse...

Entendo que Jesus ensinava a fraternidade universal, por isso sua palavra em forma de parábolas, histórias ficaram registradas e tornaram-se Universais....nao necessariamente restritas a um povo. Só conseguiremos compreender está passagem e outras se a interpretarmos numa visão restrita? Afinal é o espírito que importa e nao a letra que mata.....Jesus se utilizava de elementos conhecidos da realidade de uma gente simples para poder tocar-lhes o coração...Por isso entendo que se refere a seus irmãos de fraternidade no geral!

Anónimo disse...

Que provocação interessante. Julgo que todos sentimos enorme curiosidade na resposta, no entanto, entendo que alguns apenas estarão preparados para a confirmação do que têm como certo. A hipótese de Jesus não ser filho único, já de si pode ser perturbante. Mas o que dizer se, a esta hipótese, juntarmos a de poder não ser o irmão mais velho? Julgo que aqui caminharíamos para a descrença generalizada. Como se passaria a encarar a “Virgem Maria”? E a “Obra e graça do Espírito Santo”? Será que seria possível contornar esta situação como se contornou “Adão e Eva”?

Sei que não é de bom-tom responder a uma pergunta com outras. Mas a uma boa provocação… é impossível resistir.

Rui Silva disse...

É verdade... a uma boa provocação destas é impossível resistir...
Agradeço o seu comentário e confesso que pasmei com o belo nick name que utilizou. Acho que deixou no seu texto uma boa sugestão para um novo Post...

Anónimo disse...

Fiquei curioso de perceber um pouco mais sobre este suposto «segredo escondido» para alguns não-crentes, ou, esta «polémica» entre católicos e protestantes sobre o «até que», o «primogénito», a virgindade perpétua de Maria, os «irmãos ou primos», etc.
Uma leitura muito na diagonal deixou-me a impressão que este assunto requer muita serenidade, abertura, e...leitura competente.
Pessoalmente não vejo nenhum escãndalo se a exegese bíblica combinada com alguma nova descoberta, ou estudo teológico, nos vierem a enriquecer com novos dados que de alguma forma venham a confirmar ou corrigir alguns factos que a Tradição nos fez chegar.
Se isso acontecer, em nada altera o essencial da Boa Nova de Jesus Cristo.
Tenho para mim que para o comum dos crentes, (mesmo com frequência de 10 anos de catequese), este tema não o deve incomodar particularmente, a não ser que seja confrontado (perturbado?) por um interlocutor mais inquieto e argumentativo, sobretudo se acompanhado de citações bíblicas q.b....
Fico pois muito curioso pelas adesões e partilhas que este blog venha a suscitar.
José Luis